Indicados e vencedores do FESQ X (vencedores estão em negrito)


Melhor Figurino
Cidade Solidão (Cidade Solidão - Multifoco Cia de Teatro - RJ)
O Leitor (Cortejo, Teatro em Cia - Três Rios/RJ)
*Mulher Perfeita (Grupo Os Despretensiosos - Niterói/RJ)

Melhor Cenário
Cidade Solidão (Grupo Multifoco Cia de Teatro - RJ)
*Sobre Discos e Outras Sutilidades (Grupo PataPHísicos - RJ)
Acordados (Grupo Lacuna - RJ)

Melhor Texto
*O Dote ou O Veneno Colorido (Grupo Limiar de Teatro - RJ)
Dois Pontos (Grupo de Botas - RJ)
Mulher Perfeita (Grupo Os Despretensiosos - Niterói/RJ)

Melhor Ator
Eduardo Landim (Acordados - Grupo Lacuna - RJ)
Jiddu Saldanha (Da Arte de Navegar na Luz - Grupo Jiddu Saldanha - Cabo Frio/RJ)
*Luan Vieira (O Leitor - Cortejo, Teatro em Cia - Três Rios/RJ)

Melhor Atriz
*Florencia Santangelo (Acorda, Amor - Grupo Quatro Mãos - RJ)
Bruna Portella (O Leitor - Cortejo, Teatro em Cia - Três Rios/RJ)
Debora Sanders (O Caçador - Cia Reprises - RJ)

Júri Popular
*Acordados - Grupo Lacuna - RJ

Premio Especial do Júri
*Da Arte de Navegar Na Luz - Grupo Jiddu Saldanha - Cabo Frio/RJ (Pesquisa de Linguagem)
Residência no Redemoinho - Grupo Teatro Trupiniquim - RJ (Pesquisa de Linguagem)
Licença, Machado - Os Inomináveis Cia de Teatro - RJ (Pesquisa de Linguagem)

Melhor Direção
Ricardo Rocha (Cidade Solidão - Multifoco Cia de Teatro - RJ)
*Rodrigo Portella (O Leitor - Cortejo, Teatro em Cia - Três Rios/RJ)
Carolina Plismel (O Dote ou O Veneno Colorido -  Grupo Limiar de Teatro - RJ)

Três melhores esquetes
*O Leitor - Cortejo, Teatro em Cia (Três Rios/RJ)
*Mulher Perfeita -  Grupo Os Despretensiosos (Niterói/RJ)
*Cidade Solidão -  Multifoco Cia de Teatro (RJ)
O Caçador - Cia Reprises (SP)
O Dote ou Veneno Colorido - Grupo Limiar de Teatro (RJ)
Acordados - Grupo Lacuna (RJ)
Acorda Amor - Grupo Quatro Mãos (RJ)

ESQUETES FINALISTAS DO FESQ X – INDICADAS PARA OS PRÊMIOS DE MELHOR ESQUETE


ESQUETES FINALISTAS DO FESQ X – INDICADAS PARA OS PRÊMIOS DE MELHOR ESQUETE

“Acorda Amor”
Grupo Quatro Mãos (RJ)

“Mulher Perfeita”
 Grupo Os Despretensiosos (Niterói/RJ)

“Cidade Solidão”
 Multifoco Cia de Teatro (RJ)

“O Caçador”
Cia Reprises (SP)

“O Dote ou Veneno Colorido”
 Grupo Limiar de Teatro (RJ)

“O Leitor”
Cortejo, Teatro em Cia (Três Rios/RJ)

“Acordados”
Grupo Lacuna (RJ) 

ANÁLISE DAS CENAS DE SEXTA-FEIRA (FESQ/2012)


O CIRCO VOADOR (Grupo Os Bruxos da Corte - Santa Catarina)

Sempre quando temos dificuldades em relatar a nossa proposta de montagem os resultados desta ausência de métodos e investigações da encenação se revelam. Na cena em questão, o elenco compõe personagens emitindo um falsete para realçar uma possível farsa conduzida na maioria das vezes frontalmente, que lhes dificulta resolver os desafios mais fundamentais de uma encenação que a sua direção não conseguiu resolver, nem descrever. 



ÀS CRIANÇAS MORTAS (Cia do Solo - Rio de Janeiro)

O ator narrador que desenvolve um correto trabalho de composição apoiado na contação coloquial da história, nos leva, como público, ao deleite e ao distanciamento de o acompanharmos pelo carisma e particularidades íntimas que ele empresta à sua narrativa. Na quebra desse leve envolvimento, ora animando com objetos e adereços ora usando o corpo para desenvolver a ação, a sensação desse distanciamento permanece presente. Um ótimo resultado daquilo a que se propõe no despojamento dos recursos, onde o instrumento eletrônico do músico que o acompanha destoa. 



MORTO, LOGO EXISTO (Grupo Movimento Mínimo - Londrina)

Um interessante jogo pantomímico e irreverente, onde são protagonizadas narrativas e ações, pontuadas em climas e anti climas quase que em tom de sátira e non sense, construídos em composições necessárias para exercer, comunicar a crítica cênica pretendida e ainda fazer o público se divertir. Tudo dá certo quando um elenco sabe fazer o que pretende.



DOIS PONTOS (Grupo de Botas - Rio de Janeiro)

O jogo cênico que se instala utilizando situações de várias obras da teatralidade instiga o nosso imaginário a partir de uma encenação onde a leveza e graciosidade das atrizes realçada pelos tons claros da ambientação, constroem e desconstroem momentos de rara beleza onde seus corpos, gestuais e emissão vocal prestam serviço integral ao nosso sensorial. A dramaturgia fica um pouco sacrificada por esse excesso de beleza, nos dificultando em alguns poucos momentos em decodificar essa integralidade. 



HORÁCIO CONTRA HAMLET (Grupo Tarja - Rio de Janeiro)

Também a mesma dificuldade da direção transmitir na proposta o que pretende com a cena, para podermos nos afastar do nosso gosto pessoal. Porém, fica claro a sua proposta quando a vemos, que é a de brincar pelo non sense com o drama shakespeariano  Intenção posta e bem expressa pelos atores que conseguem realizar o jogo com o relaxamento necessário para que se deflagre essa teatralidade. O problema é que a falta clara de objetivos da sua concepção não nos faz íntegros à comédia representada, onde o jogo e a diversão se instalam mais lá entre o elenco.



MILHO AOS POMBOS (Grupo Três de Paus - Rio de Janeiro)

Descrever a sua investigação para quem vai analisar e julgar um espetáculo é sempre de vital importância também para quem o realiza. A estética só não se basta, o estudo a realimenta e nos torna mais depurados, quando, após cria-la, a conceituarmos ou vice versa. Na cena vê-se uma elaboração de composição baseada em exagerados estereótipos que poucas vezes é rompido, quando o alvo do conflito aparece, mas que não revelam a teatralidade possível a ser extraída dali.



José Facury Heluy
Outubro 2012

ANÁLISE DAS CENAS DE QUINTA-FEIRA (FESQ/2012)


O DOTE OU VENENO COLORIDO (Grupo Limiar de Teatro - Rio de Janeiro/RJ)O jogo se instala na desconstrução do melodrama em prol de uma linguagem recortada de gestuais e climas onde os personagens interagem em rupturas espaciais preservando a unidade do elenco com a força necessária para atingir o público. Uma prova cênica viva que podemos experimentar a linguagens que quisermos no teatro sem nos afastamos da verve comunicativa que torne o público inteligente do bom texto e da leitura cênica apresentada. Força, ritmo e tempo contribuíram para essa força se dar.

SEGREDO: A LÁGRIMA DO PALHAÇO (Grupo Atos e Cia Expressart - Nilópolis/RJ)Uma série de composições  lúdicas interessantes no coro, onde cabeças de palhaços se multiplicam é um achado interessante na forma e no conteúdo simbólico e de bom apelo visual para pontuar o monólogo que, na medida que nos deleita também nos afasta daquilo que é dito em cena. Como os signos deste desdobramento na realimenta a teatralidade, o espetáculo fica lá no palco entre os realizadores do jogo, apesar da sua bonita pintura visual.

ACORDADOS (Grupo Lacuna - Rio de Janeiro/RJ)A encenação desenvolve uma interessantíssima teatralidade cômica, onde a sátira, o meta teatro, a crítica do envolvimento ao clássico shakespereano ao longo da sua história, são meros pretextos para uma brincadeira que trafega pela contação vivencial e a retoma com leveza em ótimas composições com perfeito domínio da narrativa e da ação. Cenograficamente as áreas neutras, simbólicas e gráficas pontuam de forma magistral as composições revelando-se como o achado magistral que dá potência comunicativa ao vigor cênico do elenco.

O LEITOR (Cortejo, Teatro em Cia - Três Rios/RJ)O drama que mescla a narração com a ação, pelas necessárias rupturas, caminha em uma tênue linha, onde só quem a concebe e a expressa pode amarrá-la para que o público não perca a sua emoção rompida com fluidez pela narrativa. Consiste aí, a força do trabalho, onde os atores fazem essa transposição tornando-nos participes, tanto de uma como da outra gramática cênica. A direção modela as composições a serviço desse jogo, também sempre abrindo brechas, para que também o participemos dele sensitivamente. Um distanciamento, sem, necessariamente, quebrar frontalmente a tal quarta parede.

NOTAS DE BATOM (Cia Crônica de Teatro - Belo Horizonte/MG)A narrativa no monólogo é muito bem expressa, clara, concisa, assim como um desfio em que a atriz nos faz como público coadjuvante da sua ação. A inquietação que nos chega, resultante da sua composição nos leva mais a apreciar os detalhes da sua composição, distanciando-nos do jogo. Mas a proposta não essa, mas sim deixar-nos desconfortáveis na nossa “normalidade” no papel de tratador sócio mental conduzido a sê-lo. Fica-nos uma pergunta, tudo em cena está bem representado e o elemento signo primordial que dá nome à cenas enriquece ainda mais isso. Então, o que faltou para que, a partir da teatralidade expandida nos tornemos mais integrados à ação?

ENTRE PAREDES DE SANTA CLARA (Grupo Risco Teatral - São Pedro da Aldeia/RJ)Ter claro os objetivos diante das diversas linguagens que estão aí postas a serviço do teatro sempre nos beneficiará, tanto para o aprendizado do elenco como para o crescimento intelectual do público. A cena ficou ali, quase que como uma leitura de mesa caracterizada, para um pequeno público ao redor. Quando o elenco ao direcioná-la para a linguagem que achar conveniente para transformá-la em teatralidade, aí sim ela sairá daquele claustro umbilical para arrebatar-nos em dramaticidade.

José Facury Heluy
Outubro 2012

ANÁLISE DAS CENAS DE QUARTA FEIRA (FESQ/2012)


RESIDÊNCIA NO REDEMOINHO (Grupo Teatro Trupiniquim - Rio de Janeiro)A atriz que possui ótimos recursos corporais e gestuais compõe muito bem nestes aspectos a personagem, desde a caracterização pautada no aspecto popular, inserindo toda sofisticação do teatro físico e nos próprios espasmos expressionistas da dança  teatro japonesa (Buthô), sem que se sinta este compartilhamento, pela fluidez com que trafega nestes universos de linguagens tão propicias à uma encenação particularizada. A voz que empresta à personagem, talvez pelo excesso de exigência física, é prejudicada na sua emissão, em momentos importantes da encenação.

POR UNS “REAL“ A MAIS (Grupo Surgiu na Hora - Nilopólis)Sátira com os truques da comédia pastelão para atrair o riso do público, tudo isso foi intencional e de fato acontece com a montagem, obsequiando continuamente e dando os tempos necessários para o folego necessários para que a plateia se deleite nas interpretações descontraídas e irreverentes da cena. Trabalhos como este são bem comuns em circos mambembes que rolam pelo Brasil afora e nos traz coisas interessantes nos aspectos voltados ao estudo do teatro, desta feita parodiando o oeste norte americano.

ENTRE O AMOR E A ESPADA (Bubui Cia de Teatro - Rio de Janeiro)A trama é interpretada com certa  singeleza pelos atores, exigindo todos os recursos a que o jovem elenco se dispõe, onde tudo é visto, escutado, assimilado e composto com o cuidado que uma cena exige, porém na transposição do narrativo para o coloquial, a de ter um maior cuidado na sustentação entre o solene da narrativa e típico dos personagens,  para que não transpareça a falta de peso dos atores para personagens tão revestidos de traços populares

CIDADE SOLIDÃO (Multifoco Cia de Teatro - Rio de Janeiro)Uma cena que trata da busca da paz interior entre encontros e desencontros, bem ambientada com elementos cenográficos simbolicamente bem representados, que se deslocam, propiciando-nos a outras leituras e interpretações que nos fazem mergulhar na poética do texto, sem dúvida que alcança o seu objetivo que é o de nos fazer entrar na sutileza que dela (s) emana. Bela cena, mas a escada (como árvore) é uma ferramenta estranha à esse lirismo.

LICENÇA, MACHADO (Os Inomináveis Cia de Teatro - Rio de janeiro)Sempre as experiências ousadas me instigam e, logicamente me sinto desafiado por elas. O drama verbaliza as situações por qual passam opressores e oprimidos da trama, utilizando um coro de bons recortes do teatro dança, na maioria dos momentos construídos com rara beleza. Nos deslocamentos narrativos e também no aspecto da teatralidade possível, nos vem na forma de um jogral descontraído, para se revelar depois que se tratava de um meta teatro. Beleza! Tudo é muito bonito em partes, e nos toca, mas o cuidado que tiveram com as composições do coro não foi o mesmo com o dos rompimentos.

O CAÇADOR (Cia Reprises - São Paulo)Dominar em todos os aspectos a pesquisa a que uma montagem se propõe, desde a composição, a caracterização, a emissão vocal e as diversas peculiaridades técnicas que a linguagem pesquisada propicia e transformá-la em arte é o que mais enriquece o universo da cena. Este número tem isso tudo, na sua simplicidade, singeleza, tempo cômico, gags, pantomima que nos transmuta do estado de analista, deixando-nos quase igual ao da forma animada que o ator (o anti palhaço) percussionista, mostra em cena. Aliás, palhaças são sempre bem mais graciosas nos picadeiros dessa nossa função.


José Facury Heluy
Outubro/2012

ANÁLISE DAS CENAS DE TERÇA FEIRA (FESQ/2012)


ACORDA AMOR (Grupo Quatro Mãos - Rio de Janeiro)Excelente montagem, apoiada na linguagem do solo narrativo, onde os recursos da atriz se revelam em gestuais e partituras corporais miméticas bem dosadas, que se expandem para o imaginário da plateia com singularidade. A direção pontua essa disponibilidade, simplificando e contendo ainda mais os possíveis excessos para expressar a magia do conto de fadas, tornando a cena pontualmente brilhante.

OS METÓDOS DE ENSINO DA DONA MARAGARIDA (Cia Nós da Baixada - Nova Iguaçu)Com qualidade, a composição do coro para satirizar o autoritarismo irreverente da professora, deflagra um jogo de canto e contra canto interpretativo, através da boa interpretação das atrizes que prende o público na observação atenta da trama. No mesmo tempo que isso se dá, estagna a plateia da hilaridade que a direção tenta imprimir na encenação, que de certa forma impede uma entrega maior do público do que está sendo jogado em cena. O trágico se revela mais do que a comédia.

SOBRE DISCOS E OUTRAS SUTILIDADES (Grupo Os PataPHísicos - Rio de Janeiro)A montagem situada em uma ótima ambientação cênica que sugere o enquadramento gráfico da história de quadrinhos  evolui para um desfecho de situações que se conjugam como se um dependesse do outro para se resolverem. Tudo muito bem disposto e devidamente arquitetado para o jogo se concretizar, porém na tentativa de desfragmentar a interpretação naturalista, esse jogo acaba se estabelecendo muito mais entre os atores do que as possibilidades infinitas para alcançar o público.

DA ARTE DE NAVEGAR NA LUZ (Grupo Jiddu Saldanha - Cabo Frio)Um solo narrativo emoldurado pela mímica de estilo clássico com nuances na composição popular sempre oferecerá um significante campo laborial para achados importantes. Na montagem, o tratamento dado ao coro narrativo vem com o propósito do conto, porém a pantomima que é excelente quando ela se mostra como performance, na maioria das vezes, apenas ilustra a narrativa que de certa forma cai no gosto da plateia mais comum, mas que nos leva a sugerir mais investigação.

O DEPOIMENTO DA MULHER MORTA (Grupo O Coletivo Delirante - Macaé)A montagem trafega na procura de uma linguagem pós dramática em quase tudo que disponibiliza em cena, a partir da composição atoral, os símbolos e os ícones que descodificam seus estados naturais para propiciar essa desconstrução, que se revela como o eixo da trama. Porém, a intenção se mostra, expõe, mas não se sustenta, ao longo do tempo onde as interpretações e os próprios achados cenográficos vão se perdendo até o final, deixando-nos meio a parte do jogo estabelecido.

MULHER PERFEITA (Grupo Os Despretensiosos - Niterói)Um texto com construção precisa e elenco fazendo a leitura visceral daquilo a que ele se propõe sempre nos traz bons resultados. Trafegando ora no tragicômico, quando parte para a teatralidade e ora no melodrama quando narram, inclusive propiciando o cruzamento dessas duas linguagens que alguns teóricos insistem que são diferentes; atores e direção desta cena estabelecem o jogo necessariamente rico para o público se deleitar através do jogo, nos mistérios da dramaturgia apresentada.

José Facury Heluy
Outubro/2012

Oficina extra: Intervenção Urbana!

Em parceria com a Maratona Fotográfica de Cabo Frio, o FESQ X irá prestigiar a população de Cabo Frio com mais uma oficina: Intervenção Urbana!

A oficina será ministrada por Fernando Codeço, do Projeto Cérbero, do Rio de Janeiro! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail fesq@fesq.com.br!

Evoé


Carta Aberta aos Grupos - FESQ X


Amigos e amantes das artes cênicas,

No festival do ano passado tivemos de lidar com uma situação difícil e que gerou muita discussão: a condição técnica do Teatro Municipal de Cabo Frio. Buscamos superar as dificuldades e, no ano passado, tivemos de nos adaptar às cirscunstâncias nada favoráveis oferecidas pelo espaço.

Para evitar sustos, hoje realizamos uma visita ao Teatro Municipal e o que presenciamos lá nos deixou com um sentimento de desagrado e lamentação: encontramos um espaço com ainda menos recursos que no ano passado!

Além de encontrarmos o mesmo equipamento de som, com seus costumeiros defeitos, a iluminação foi completamente sucateada: apenas 03 (três) Elipsos!

Felizmente podemos contar com a parceria da Associação Cultural Tributo à Arte e à Liberdade (TRIBAL) que irá nos ceder equipamentos de som de qualidade, além de uma estrutura básica de iluminação que atenderá minimamente às necessidades do festival (Elipsos, PCs e SetLights).

Visto que nosso festival é realizado de maneira independente, sem apoio financeiro algum do poder público municipal, o mínimo que poderíamos esperar era que um Teatro Municipal estivesse devidamente equipado e oferecendo estrutura para os artistas locais e de fora, conforme reza o contrato e regimento interno da casa. Infelizmente esta não é a realidade!

A Produção do FESQ X irá fazer o maior esforço possível para que possamos superar mais esta dificuldade!


Atenciosamente
Equipe FESQ X

FESQ X divulga oficinas


Um dos grandes diferencias do FESQ (Festival de Esquetes de Cabo Frio) sempre foi a constante troca de experiências entre os grupos, artistas, produtores e público do festival e a principal forma de intercâmbio artístico são as oficinas.
Para a décima edição a população de Cabo Frio terá a oportunidade de participar, de forma gratuita, de oficinas que abrangem os mais variados segmentos artísticos.
A atriz mineira Mariana Jacques, que já venceu o prêmio de Melhor Atriz no 7º FESQ, oferecerá a oficina de Solo Narrativo, que busca explorar as potencialidades do corpo do ator.
A artista plástica e circense Maria Paula Tavares ministrará a oficina de Técnicas Circenses, com foco em lira, trapézio e tecido. Maria Paula é uma companheira de longo prazo do FESQ, participando do festival desde sua primeira edição.
O figurinista e cenógrafo carioca Ton Brício, que já concorreu por diversas vezes em edições anteriores do FESQ e foi vencedor da edição do ano passado na categoria Figurino, desenvolve a oficina na mesma área , com o objetivo de apresentar técnicas básicas de composição e uso de materiais.
Já os dançarinos Werlem Rodrigues e Liana Mendes, do Espaço Cultural Nossa Arte, de Cabo Frio, apresentarão noções básicas de ritmos como bolero, samba, tango, forró e zouk em uma oficina de Dança de Salão.
As oficinas são gratuitas, basta que os interessados enviem um e-mail para fesq@fesq.com.br, indicando a oficina que interessa, além do nome completo, data de nascimento e telefone para contato. Todas as oficinas ocorrerão de 3 à 6 de outubro, de 9h à 12h, no Teatro Municipal de Cabo Frio. Mais informações pelo telefone (22) 9985-0751 ou pelo site www.fesq.com.br

Ton Brício (ao centro, de preto) irá ministrar a oficina de Figurino (Foto: Alexandra Arakawa)

VAI SABER #3 - FESQ X


LISTAGEM DAS CENAS SELECIONADAS FESQ X


SELECIONADOS FESQ X de 02 a 06 de outubro de 2012
(em ordem de apresentação/ horário de passagem de som e luz no mesmo dia no palco)

02 de outubro – Terça Feira: 

“Cacilda”
Intervalo Cia de Teatro (RJ) – Ensaio 14h

“Acorda, Amor”
Grupo Quatro mãos (RJ) – Ensaio 14:30h (suplente classificado)

“Os Métodos de Ensino de Dona Margarida”
Cia Nós da Baixada (Nova Iguaçu/RJ) - Ensaio 15h

--------

“Sobre Discos e Outras Sutilidades”
Grupo PataPHísicos (RJ) - Ensaio 15:30h

“Da Arte de Navegar na Luz”
Grupo Jiddu Saldanha (Cabo Frio/RJ) - Ensaio 16h

“O Depoimento da Mulher Morta”
Grupo O Coletivo Delirante (Macaé/RJ) - Ensaio 16:30h

“Mulher Perfeita”
Grupo Os Despretensiosos (Niterói/RJ) - Ensaio 17h



03 de outubro – Quarta Feira: 

“Residência no Redemoinho”
Grupo Teatro Trupiniquim (RJ) - Ensaio 14h

“Bonitinha, Mas Ordinárias”
Cia de Quatro (RJ) - Ensaio 14:30h

“Entre o Amor e a Espada”
Bubuia Cia de Teatro (RJ) - Ensaio 15h

--------------

“Cidade Solidão”
Multifoco Cia de Teatro (RJ) - Ensaio 15:30h

“Licença, Machado”
Os Inomináveis CIA de teatro (RJ) - Ensaio 16h

“Quase”
Cia Código de Artes Cênicas (Japeri/RJ) - Ensaio 16:30h

“O Caçador”
Cia Reprises (SP) - Ensaio 17h



04 de outubro – Quinta Feira: 

 “ Cicatriz na Maçã”
Grupo Maria Angélica Urbano (Mogi Guaçu/SP) - Ensaio 14h

“O Dote ou Veneno Colorido”
Grupo Limiar de Teatro (RJ) - Ensaio 14:30h

“Segredo: A Lágrima do Palhaço”
Grupo Atos e Cia Expressart (Nilópolis/RJ) - Ensaio 15h

------------------

“Acordados”
Grupo Lacuna (RJ) - Ensaio 15:30h

“O Leitor”
Cortejo, Teatro em Cia (Três Rios/RJ) - Ensaio 16h

“Notas de Batom”
Cia. Crônica de teatro (Belo Horizonte/MG) - Ensaio 16:30h

“Firmes Destilados”
Grupo Arande Coletivo de Atores (Campinas/SP) - Ensaio 17h



05 de outubro – Sexta Feira: 

 “O Circo Voador”
Grupo os Bruxos da Corte (SC) - Ensaio 14h

“Às Crianças Mortas”
Cia de solo (RJ) - Ensaio 14:30h

“Morto, Logo Existo!”
Cia Movimento Mínimo (Londrina/PR) - Ensaio 15h

-------------

“Dois Pontos”
 Grupo de Botas (RJ) - Ensaio 15:30h

“Horácio Conta Hamlet”
Grupo TARJa (RJ) - Ensaio 16h

“Como Descascar Cebolas Sem Chorar”
Cia Cafundó (Juiz de Fora/MG) - Ensaio 16:30h

“Milho aos Pombos”
Grupo Três de Paus (RJ) - Ensaio 17h




SUPLENTES  (poderão ser convocados na seguinte ordem):


“Por Uns ‘Real’ a Mais”
Grupo Surgiu na hora (Nilópolis/RJ)

“Falar de Vinicius é Falar de Amor”
Grupo Reações Cênicas (RJ)

“Entre paredes de Santa Clara”
Grupo Risco Teatral (São Pedro da Aldeia/RJ)

“Guerra dos Sexos”
Grupo Saber com Arte (Cabo Frio/RJ)

*Caso haja impossibilidade de apresentação a produção convidará os suplentes na ordem acima!
Agradecemos a participação de todos!!!

LISTAGEM DAS 28 CENAS SELECIONADAS HOJE ÀS 17H  NO www.facebook.com/fesqx
e aqui no www.fesq.com.br
(Os responsáveis pelos grupos selecionados serão telefonados a partir deste horário)
Agradecendo desde já a participação dos 247 inscritos no FESQ X!!

EDITAL FESQ X - 2012




EDITAL FESQ X
FINALIDADE
O 10º FESQ - Festival de Esquetes de Cabo Frio - comemorando seus 10 anos tem como finalidade incentivar a criação teatral, a formação de platéia, difundir valores culturais, artísticos, ecológicos e sociais e democratizar o acesso ao teatro e demais expressões artísticas, através de suas atividades: “FESQ nos Bairros”, “Arena FESQ”, “FESQ Oficinas” e “FESQ Bar”, além dos esquetes concorrentes e convidados.
Na busca pela educação ambiental, tem ações de caráter sustentável, que utiliza das artes para conscientizar ecológica e socialmente o seu público e artistas, provocando o debate de valores e conceitos como: uso consciente de nossos recursos e economia criativa, nos dias de hoje.

TEMA
O tema é livre, portanto serão aceitos textos inéditos ou consagrados, incentivando assim a pesquisa sobre teatro e a divulgação de novos dramaturgos. Não há distinção em relação à linguagem cênica, podendo competir esquetes de qualquer estética.

PARTICIPANTES
São aceitos grupos amadores e profissionais. Os grupos devem ter de 01(um) a 10(dez) participantes em cena - lembrando que o 10º FESQ conta com (01) um operador de som e (01) operador de luz disponível para os grupos, além de equipe completa de contra-regras. Cada grupo terá um representante, que será o responsável pela inscrição, comunicação com a produção do evento e pelo grupo. Os grupos poderão se inscrever com quantos esquetes desejarem, o que poderá acarretar na seleção de mais de um esquete/grupo ou não.

APRESENTAÇÃO
Os trabalhos deverão ser entregues impressos em envelope lacrado, constando o nome do grupo e o título do esquete. É necessário que dentro desse envelope contenha todas as seguintes informações:
A – Ficha de inscrição completa (no site: www.fesq.com.br);
B – Texto da encenação em quatro vias;
C – Texto com uma página contendo a proposta de encenação do esquete (arrumação cênica, utilização de objetos, mapa de luz e outros aspectos relevantes da encenação).
D - Sinopse do esquete;
E - Concepção de direção do esquete;
F - Autorização de direitos autorais do texto, caso seja necessário.
G - Autorização para menores de idade (com autenticação em cartório);
H - DVD com a gravação do esquete ou ensaio (sem edição);
I - Comprovante de depósito da Taxa de Inscrição;
J - CD com fotos do grupo/esquete (de 04 a 10 fotos), para uso da produção em divulgação e afins (arquivo JPG 300dpi);
O ITEM A SEGUIR DEVE SER ENVIADO OBRIGATORIAMENTE POR E-MAIL NO ATO DA INSCRIÇÃO: e-mail: fesq@fesq.com.br
K – Ficha de inscrição completa (arquivo .doc - word);


INSCRIÇÃO
A inscrição só será aceita com a apresentação completa dos documentos especificados no item anterior, no período de 30 DE MAIO A 12 DE SETEMBRO 2012 * (NOVA DATA).
Será cobrada uma taxa de inscrição no valor de R$ 30,00 por texto/grupo, que deverá ser depositada no Banco Bradesco – Agência 0588-6 / Conta Poupança: 0051718-6, em nome de Yuri da Silva Vasconcellos. Esta taxa não será devolvida caso o grupo não seja selecionado ou em caso de desistência. A inscrição será efetuada quando for confirmado o depósito, e por si só, não habilita o espetáculo como participante deste Festival.
A ficha de Inscrição e demais informações no site: www.fesq.com.br , e pelo e-mail: fesq@fesq.com.br
As inscrições devem ser enviadas para o seguinte endereço:
10º FESQ - Av. Teixeira e Souza - 501 /401 – Centro - Cabo Frio –RJ - CEP 28907-410
OBS: Os grupos inscritos deverão estar disponíveis de 02 a 06 de OUTUBRO, quando se darão as apresentações de esquetes do 10º FESQ, salvo exceções comprovadas e pré-informadas no ato da inscrição.

SELEÇÃO E RESULTADO
A seleção será feita a partir dos textos, propostas de encenação e DVD apresentados (julgados por uma comissão composta por profissionais da área teatral). Será selecionado o total de 28 (vinte e oito) esquetes, que se apresentarão nos dias 02, 03, 04, 05 DE OUTUBRO de 2012 (sete esquetes por dia). Somente no quarto dia de apresentação (05 de outubro - sexta) serão divulgados os 06 (seis) esquetes selecionados, que estarão classificados para reapresentação no dia 06 de OUTUBRO – sábado.
A coordenação do evento entrará em contato com os representantes dos grupos selecionados para maiores informações sobre as apresentações. O resultado dos esquetes selecionados será divulgado por telefone e e-mail, além de listagem no site www.fesq.com.br dia 24 DE SETEMBRO DE 2012.

ENSAIO TÉCNICO
O palco do Teatro Municipal de Cabo Frio estará à disposição dos grupos selecionados a partir das nove horas da manhã dos dias em que forem as suas respectivas apresentações e será destinado ao reconhecimento de palco. Cada grupo terá 30 minutos. Nestes ensaios técnicos, serão definidas as marcas de luz e a sonoplastia (utilizando o material de iluminação e som postos à disposição pela produção). Este ensaio é intransferível.

DIREITOS E DEVERES
Cada grupo é responsável pelas suas despesas com transporte e alimentação.
Todos os itens de apoio técnico específicos do esquete (cenário, extensões elétricas, objetos cênicos e afins) deverão ser trazidos pelos grupos.
Serão oferecidas gratuitamente pela produção: Oficinas e Hospedagem em alojamento coletivo.
Caberá a produção do evento, oferecer os operadores de Luz e Som e uma equipe para montagem dos cenários.
Os grupos participantes, automaticamente no ato da inscrição, cedem os seus direitos de som e imagem na participação no 10º FESQ, para uso da produção, por tempo indeterminado.
Os 6 (seis) Esquetes indicados aos prêmios de Melhor Esquete se reapresentarão no dia 06 DE OUTUBRO de 2012 obrigatoriamente.
Participação obrigatória de 2 (dois) membros de cada grupo nos Debates das cenas, que acontecerá sempre no dia posterior à apresentação.

APRESENTAÇÃO DOS ESQUETES
Cada grupo selecionado terá de 10 a 20 minutos no máximo para cada apresentação (com tolerância de dois minutos). Qualquer tempo inferior ou superior ao estabelecido desclassificará automaticamente o grupo.

JURADOS
Os jurados selecionados serão profissionais qualificados e atuantes no campo teatral.

PREMIAÇÃO
Premiação em espécie, além de certificados para todos os participantes e troféus artísticos para os premiados.
Um novo júri composto por profissionais de alto conhecimento teatral fará a análise técnica e a indicação da premiação durante os dias do 10º FESQ. A seleção de premiação seguirá o critério individual dos membros do júri, cuja decisão será soberana e irrevogável.
A produção do 10º FESQ reserva-se ao direito de não premiar quaisquer dos itens que julgar aquém das expectativas, bem como criar novos prêmios. Serão concedidos na noite de encerramento do Festival, Certificados de Indicação e de Premiação para:
- Os três melhores esquetes: seis indicações;
- Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Concepção Cenográfica, Melhor Texto Original: três indicações para cada categoria;
Os Três “Melhores Esquetes” – R$ 800,00 (cada um)
Melhor Ator – R$ 400,00
Melhor Atriz – R$ 400,00
Melhor Direção – R$ 400,00
Melhor Esquete Júri Popular – R$ 400,00
Melhor Texto Original, Melhor Figurino, Melhor Concepção Cenográfica - Troféus e Certificados

TOTAL DE PREMIAÇÃO - R$ 4.000,00 (quatro mil reais)
A premiação acontecerá dia 06 de outubro (sábado) ao final das apresentações

INFORMAÇÕES:
fesq@fesq.com.br
(22) 7813-0086   ID: 113*26665 / (22) 8809-4578 (TIM) / (22) 9985-0751
A PRODUÇÃO FESQ X
Pablo Alvarez e Yuri Vasconcellos

FESQ X

Em breve detalhes da edição número 10 do maior festival de Artes Integradas do interior do Rio de Janeiro - Vida longa ao FESQ!!!

COMENTÁRIOS DOS TRABALHOS PREMIADOS NO 9 FESQ - por Jiddu Saldanha

Retirado do site: www.teatropossivel.blogspot.com
É isso aí, pessoal, este é o espaço do blog Teatro Possível voltado para comentar de forma específica os trabalhos que foram premiados no 9º Fesq. Esperamos com isso, estabelecer um diálogo e valorização dos trabalhos apresentados, levando em consideração a visão crítica inspirada em diálogos com o Júri, o Público e nos debates.



Sobre Viventes


Cia 5ª Marcha – Belo Horizonte


Prêmios:


Melhor atriz para Dayane Lacerda


Melhor esquete


Melhor direção

Dayane Lacerda - Prêmio de Melhor atriz no 9º Fesq.


O espetáculo “Sobre Viventes” flerta com o melhor da linguagem contemporâneo sem perder o vigor poético e ético de bom teatro. Posiciona em cena dois excelentes atores (Rafael Lucas Bacellar e Dayane Lacerda) da nova geração de BH. Ambos pulsantes, apaixonados, técnicos e ao mesmo tempo passionais. Com a sensibilidade aberta para explorar, no placo, os caminhos labirínticos da arte de ator.


O esquete abordou de tudo. Além de boa literatura - pois o texto foi recriado a partir de obras de Ana Cristina César e Caio Fernando Abreu – as composições cênicas levaram ao palco um rico universo de signos para falar de dois poetas emblemáticos redescobertos por uma nova geração de diretores, cineastas, dramaturgos e por aí vai.


Na linguagem cenográfica, a disposição de objetos caoticamente organizados mostrou um ambiente de entrega absoluta e completamente mergulhado em metáfora. A fala das personagens atingiu nuances reais/poéticas presenteando o público com sentimentos de amor, compaixão e prazer. A abordagem sexual contundente fez o sensível interagir numa dimensão profundamente humana e o grupo revelou ao público sua própria capacidade de “entender” o mundo que estamos vivendo.


As bandeiras de luta, o engajamento social e a subversão da sexualidade programada pelo sistema são panos de fundo para um trabalho que produziu eco entre os expectadores, foram cenas com ritmo, boa voz dos atores, direção segura e até performance dentro da cena, pois, uma intervenção muito bem arquitetada pelo grupo fez a platéia dançar no palco junto com outros grupos presentes no festival, realmente, uma das mais belas cenas já vistas na história do Fesq.


Concluo dizendo que o júri acertou em cheio ao premiar “Sobre Viventes”. Isto era esperado pela platéia. Um espetáculo que conseguiu bons resultados não só pelo impacto do ritmo e do contexto mas também pela profundidade com que calou no coração de cada expectador ali, presente, naquele momento.




Acontecia em 1950


Cia Duplos - BH


Prêmios:


Melhor esquete pelo Júri Oficial


Melhor esquete pleo Júri Popular

No 9º Festival de esquetes de Cabo Frio, (Fesq) um trabalho focado no teatro físico chamou a atenção do público. Cenas como esta já era apresentada pelo grupo local “Os Intrusos” com uma pesquisa voltada para o Clown, utilizando riquíssimos recursos da palhaçaria teatral, já a Cia Duplos, trouxe uma linguagem toda focada na partitura corporal oriunda das escolas européias de mímica teatral e/ou teatro físico. O trabalho mostrou atores habilidosos, treinados dentro de uma concepção de teatro de vanguarda onde o resultado é divertido, embora descritivo.

O grupo escolheu como tema central um quadro do Pateta, animação da Disney, provavelmente de 1950, que dá título ao esquete. “Acontecia em 1950”.

Adaptado de forma inteligente, mas com o arcabouço dramatúrgico bem similar ao filme da Disney.

Em cena, os atores executaram de forma divertida e com nuances sutis a linguagem mimo-teatral de forma bem inteligente, com ritmo de desenho animado e gostoso de se ver. Sem dúvida um trabalho com efeito cômico que produziu resultado imediato levando a platéia ao encantamento imediato.

Mas uma das reflexões que quero fazer aqui é a escolha do tema e o propósito do elenco e da direção, ao executar algo inspirado em PATETA. Obviamente, que, de forma bem humorada o tema cai bem nos dias de hoje, principalmente no Brasil, onde o trânsito mata mais do que na guerra do Iraque, Afeganistão e Líbia, juntos.

A abordagem cômica e ilustrativa, recheada de humor e perfeccionismo coloca o problema sem discuti-lo. Uma dificuldade, talvez, deste tipo de teatro que surgiu, principalmente, muito mais como técnica para o ator do que propriamente para uma ação dramatúrgica mais contundente. Ainda falta, no teatro físico, um trabalho dramatúrgico mais aprofundado e mergulhado na realidade universal brasileira. Cada novo grupo que surge nesta área, acaba repetindo um padrão de composição muito adotado na Europa, principalmente pelos grupos espanhóis e ingleses.

Mas ainda que ausente de uma dramaturgia mais aprofundada o grupo Cia. Duplos tem o principal: Formação coletiva, nível técnico, empatia e Capacidade. Falta apenas, talvez, uma pesquisa mais aprofundada para construir trabalhos mais originais. Vamos esperar o próximo trabalho deste promissor grupo de atores mímicos, ou Teatro Físico, como queiram ser chamados.

(Jiddu Saldanha)

Diário do FESQ 2011


Diário do FESQ 2011
por Jiddu Saldanha  - www.teatropossivel.blogspot.com

"A primeira noite do FESQ teve de um tudo. Desde atores mal ensaiados a atores bem dispostos e com ótima técnica. Teve também direção segura e insegura além de figurinos, carpintaria teatral, desleixo, esquecimento de texto, improviso feliz enfim, como todo festival que se preze, foi uma noite de estréia com tudo que se tem direito. A noite que se manteve na média com espetáculos vindos de várias regiões do Brasil! 
 O tema: “Sustentabilidade” tem no corpo de voluntários o melhor do melhor. Material humano de primeira com pessoas novas chegando e pessoas que já fazem parte da história deste festival. O FESQ é conhecido também, por exportar seu modelo para outros festivais do Rio de Janeiro.
O teatro Municipal de Cabo Frio esteve com 80% da casa cheia, um marco histórico para uma terça feira à noite, afinal, para se ter um público assim, de forma espontânea é preciso ir muito além do improviso e partir para a produção profissional. O segredo do Festival de Esquetes é, sem dúvida, a formação de platéia e um corpo de voluntários antenados e apaixonados pela arte do teatro. É um festival que tem pedigree, afinal, mostra uma forte capacidade de mobilização.
Apesar da falta de financiamento para pagar custos pesados e uma logística complexa, este evento traz para a cidade de Cabo Frio uma jovem geração de artistas que muito em breve estarão, alguns, fazendo sucesso nas principais casas de espetáculo do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outros estados.
O FESQ é um grande presente para a Cidade, pois forma platéia para teatro, contribui para dar sentido à vida dos jovens e, com certeza, tem papel importante na diminuição da violência além de contribuir para a precária economia da cultura por aqui.
Acompanhem aqui, no blog, Teatro Possível, o que vai rolar no FESQ para os próximos dias.


Dia 24 de Agosto de 2011 – Segundo dia de muita diversão.
Uma das tendências do FESQ (Festival de Esquetes de Cabo Frio) este ano é, sem dúvida, a presença de comédias. A Comédia é um gênero de teatro muito forte no Rio de Janeiro, um estilo de teatro que a cidade exporta para todo o país, criando tendências e influenciando a cena popular, desafiando o ator a tornar sua performance sedutora aos olhos do público.

Mas, claro, a presença do teatro engajado estava lá, firme e forte. O teatro de protesto na versão 2011 mostra uma geração antenada discutindo a problemática da existência humana. A inquietação, as bandeiras de luta para questionar a trama social e recriar paraísos aqui na terra. Teve de um tudo.
O Apresentador, Rodrigo Rodriguez, definitivamente mostrou porque é imbatível sua presença na frente do palco, desviando a atenção do público para o prazer da arte sem cair na armadilha da competição.
A Oficina do fotógrafo Alexis Malabi, comendo solta, com gente clicando o festival de todas as pontas possíveis e carismática atriz mineira, Mariana Jacques, dando um toque na cena contemporânea, trazendo a grande novidade do teatro nos últimos 10 anos. O Solo Narrativo, gênero estético que consagrou Júlio Adrião, o mestre da atriz.
Nos debates, o couro comeu, Fábio Fortes e Vivian Sobrino, este ano, trouxeram força e energia, com uma contagiante paixão pelo teatro que está dando o que falar, artistas saíram de olhos brilhando com tanto aprendizado e troca democrática de um conhecimento que, hoje, já não é mais apenas um privilégio dos artistas medalhões da mídia. O teatro popularizado no Festival de Esquetes mostra como sua prática se tornou possível, apesar dos pesares.
Na frente do teatro; antes da coisa toda começar, Alexandra Arakawa e Manu Castilho botando pra quebrar na Mais Ratona, a deliciosa maratona fotográfica, mostrando as obras dos fotógrafos de Cabo Frio.
No arremate, e já esquentando os gogós, a Casa da Poesia de Arraial do Cabo trouxe a literatura para a fila de entrada do teatro, simplesmente um diferencial onde o público, enquanto aguarda, se delicia com a poesia de Vitorino Carriço, um mestre da palavra! Cadê você, Zé Antônio? Cadê você, Rodrigo Poeta, a fila ta parada esperando os artífices da palavra de Cabo Frio, borá lah!


Dia 25 de agosto de 2011, experimentalismo, sofisticação e caos poético.
Momentos de “tensão poética”, com cenas diversas e estéticas variadas.  Podemos dizer que o Fesq (festival de esquetes de Cabo Frio) são vários festivais dentro de um único festival. Além de mostras com variedades artísticas locais.
 A presença do experimentalismo na comédia é uma das grandes novidades do Fesq este ano, além do retorno do teatro engajado que, embora, ainda seja visto como “panfletarismo”, a nova geração vem trazendo um teatro político de grande poder comunicativo e empatia com o público.
Discussões em torno da violência urbana, diversidade sexual e cidadania estiveram nas entrelinhas de alguns trabalhos e escancarados em outros. A noite do dia 25 de Agosto mostrou, como sempre, a diversidade de linguagem estéticas com variedades de atores de diversos naipes e correntes de pensamento do teatro.
Foi também uma noite de consagração do apresentador Rodrigo Rodrigues, que, com sua verve artística e imensa capacidade de improvisar, arrebatou o público com tiradas de grande fôlego humorístico mas não menos reflexivo. Por traz da personagem  “infantil”, Rodrigo, arrasou, sempre de forma humorística, mostrando as mazelas de uma infância completamente “perdida”.
Foram momentos de encantamento, reflexão e muita adrenalina no palco, mostrando que a arte de ator segue com grande poder comunicativo e muita empatia com a platéia crítica e formada já há 9 anos, pela diversidade do Fesq. Um dos mais importantes festivais de cenas curtas do Brasil.


Dia 26 de Agosto, uma noite com muitos artistas iniciantes.
Trabalhos não tão maduros com artistas iniciantes foi praticamente o mote da ultima noite do Fesq, antes da classificatória final das peças escolhidas pelo Júri. A apresentadora da noite foi Monayra Manon, personagem do genial ator Rodrigo Rodrigues que já apresenta o evento pelo quarto ano consecutivo. Monayra deu um show, como sempre, desta vez trazendo uma grande novidade, parte do seu figurino criado por Nicolle Loup, especialmente para ela.
 Após a apresentação das esquetes tivemos a exposição dos resultados do Júri, como sempre, tensão na platéia muita gente feliz algumas pessoas tristes, o resultado nunca é uma unanimidade mas o Júri é soberano na sua decisão.
A surpresa, talvez, foi o fato de ter 3 comédias na final, realmente, um resultado diferente e que consagrou, este ano, a comédia como um dos gêneros teatrais mais exibidos durante o festival. A final não teve nenhum solo escolhido pelo Júri e a própria curadoria, este ano, dentro de 28 peças, classificou poucos solos, priorizando o teatro  de grupos maiores e com números mais substanciais de atores em cena. Coincidência? Tendência? Fica a pergunta.
O trabalho voluntário dos participantes do Fesq, este ano, como em todos os outros, vem fazendo bonito e, num ritmo de muita organização, trabalham se preparam para um final apoteótico, hoje, dia 27 de Agosto de 2011, um sábado.


 Dia 27 de Agosto. A apoteose!
 O ultimo dia do Fesq foi emocionante, claro que esta é uma frase chavão para descrever um evento que juntou 28 esquetes com trabalhos vindos de diversas localidades do Brasil, destacando, este ano Minas Gerais e Rio de Janeiro. O festival teve o debate como um de seus pontos altos mas não faltou energia positiva, muito amor e muito humor durante todo o trajeto do festival.
 Depois de uma emocionante virada na hora da premiação, onde nem todos os prêmios era o que se esperava, surpreendendo por um lado, gerando polêmica por outro, o que ficou foi a marca de um Fesq onde a comédia foi reconhecida pelo Júri atual que decidiu contemplar o gênero que veio com fortes ventos de renovação. As cenas “Banzai”, “Enjaulados de La Pasion”  e “Acontecia em 1950” tiveram tons de comédia cada uma numa trilha diferenciada de pesquisa, mas os trabalhos “Sobre Viventes” aprofundou a questão do drama, numa tonalidade ácida, desafiante mas que arrancou fortes gargalhadas do público. Já a esquete “Nem o Pipoqueiro” poderia ser chamada de comédia dramática com uma forte pegada multimídia. Apenas “Inquérito Poético” ofereceu um contexto mais mergulhado no drama. Realmente tivemos surpresas neste encontro, mas o resultado, coincidindo ou não com as expectativas dos artistas presentes, teve sua lógica própria indo na direção de trabalhos mais leves."
por Jiddu Saldanha – www.teatropossivel.blogspot.com 

- A Produção do FESQ fica honrada e amarradona pelas suas palavras - Valeu Jiddu!!! 

RESULTADO 9 FESQ - 2011


PRÊMIO 3 MELHORES ESQUETES (indicados):
- “Enjaulados de La Passion” – Grupo Félix Peixoto – Rio de Janeiro/RJ
- “Banzai” - Grupo Os PathaPHísicos – Rio de Janeiro/RJ
- “Inquérito Poético”- Cia Sem Lenço – Rio de Janeiro/RJ
- “Nem o pipoqueiro” – Coletivo Nu – Belo Horizonte/MG (VENCEDOR)
- “Acontecia em 1950” – Cia Duplos – Belo Horizonte/MG (VENCEDOR)
- “Sobre-Viventes” – Cia 5ª Marcha – Belo Horizonte/MG (VENCEDOR)

 PRÊMIO MELHOR ATRIZ (indicadas):

- Thaís Durães - “Acontecia em 1950” – Cia Duplos – Belo Horizonte/MG 
- Viviane Souza - "Artigo 50" - 3 Nós Cia de Teatro - Rio de Janeiro/RJ
- Dayane Lacerda - “Sobre-Viventes” – Cia 5ª Marcha – Belo Horizonte/MG (VENCEDORA)

PRÊMIO MELHOR ATOR (indicados):
- Breno Guimarães - "Bão - O Lutador" - Grupo Tô Sozinho Mas Tamo Junto - Rio de Janeiro/RJ
- Gustavo Berriel - "Unimundo" - Objetores Cia de Atores - Rio de Janeiro/RJ
- Max de Oliveira - “Inquérito Poético”- Cia Sem Lenço – Rio de Janeiro/RJ (VENCEDOR)

 PRÊMIO MELHOR DIREÇÃO (indicados):
- "Banzai" - Grupo Os PathaPHísicos - Rio de Janeiro/RJ
- “Acontecia em 1950” – Cia Duplos – Belo Horizonte/MG 
- “Sobre-Viventes” – Cia 5ª Marcha – Belo Horizonte/MG (VENCEDOR)

PRÊMIO MELHOR CONCEPÇÃO CENOGRÁFICA (indicados):
- “Acontecia em 1950” – Cia Duplos – Belo Horizonte/MG 
- “Sobre-Viventes” – Cia 5ª Marcha – Belo Horizonte/MG 
- "Alice" - Grupo Mutlu Teatro - Rio de Janeiro/RJ (VENCEDOR)

PRÊMIO MELHOR FIGURINO (indicados):
- "Ensaio pra MacBeth I" - Arte Corpo Teatro e Cia. - Niterói/RJ
- "A Cor que carrega o vento" - Andantes Cia Teatral- Rio de Janeiro/RJ 
- "Nanã" - Grupo A Cúpula - Rio de Janeiro/RJ (VENCEDOR)

PRÊMIO MELHOR TEXTO ORIGINAL (indicados):
- "Alice" - Grupo Mutlu Teatro - Rio de Janeiro/RJ 
- "Unimundo" - Objetores Cia de Atores - Rio de Janeiro/RJ
- “Inquérito Poético”- Cia Sem Lenço – Rio de Janeiro/RJ (VENCEDOR)


PRÊMIO ESPECIAL DO JURI:
O júri deu prêmio especial para os debatedores do FESQ:
Vivian Sobrino, Fábio Fortes, José Facury e Jiddu Saldanha


PRÊMIO JURI POPULAR:
- “Acontecia em 1950” – Cia Duplos – Belo Horizonte/MG 




Agradecemos a participação de todos e contamos com cada um de vocês na próxima edição!!!
A Produção FESQ!!!!